Laura Reichen, graduada em Direito pelo UNICURITIBA em 2012, trabalha hoje em um escritório internacional em Frankfurt. Mas, para chegar onde está, teve que percorrer uma longa trajetória acadêmica e profissional.

Graduação
Durante a graduação, a egressa fez parte do projeto de iniciação cientifica do Prof. José Carlos Portella Jr. e, além de participar e organizar diversos eventos, foi integrante da primeira equipe a participar do Moot de Direito Internacional Penal em Haia, na Holanda. “Competir em Haia foi o ponto alto da minha graduação”, conta.

De acordo com Laura, seu interesse pela área de Arbitragem Internacional surgiu durante a disciplina Mediação e Arbitragem. Ela explica que por muito tempo quis trabalhar com Direito Internacional, mas acabou percebendo o quanto era vago. “A arbitragem permite que as partes escolham o local, a língua, o direito aplicável... Assim, é possível que duas partes brasileiras tenham uma arbitragem em inglês, fora do Brasil e até mesmo aplicando leis estrangeiras”.

Mestrado Internacional
Complementando a parte acadêmica, Laura cursou o LL.M em “International Dispute Resolution” da Universidade Humboldt de Berlin em 2017/2018. “O Programa é academicamente estimulante e desafiador. Os professores são advogados, membros de instituições de arbitragem e acadêmicos que dominam o assunto. Dessa forma, todos os interesses são abordados. Além dos professores fixos do LL.M, temos diversas ‘guest lectures’, com profissionais da área de várias especialidades e localidades. As aulas foram realmente interessantes, tanto para quem já tinha experiência profissional como para os recém-formados”, detalha.

“Uma das coisas mais legais é que o LL.M é bastante internacional. Na minha turma tínhamos 24 nacionalidades, 19 jurisdições e juntos falamos pelo menos 17 línguas diferentes. A internacionalidade é extremamente relevante, principalmente na arbitragem. Além de tudo, o Programa ainda inclui a oportunidade de realizar um estágio, o que acaba sendo uma porta de entrada para o mercado do país”, acrescenta.

A egressa destaca três fatores chaves para a aprovação em um mestrado internacional: engajamento acadêmico (uma vez que notas e diplomas serão avaliados), domínio da língua e uma boa carta de motivação.

“Tenho como plano para o futuro fazer um PhD. Eu gosto da vida acadêmica e não vou conseguir ficar muito tempo longe”, projeta.

Trajetória Profissional
A egressa conta que fez estágios no TJPR e no MPPR. Trabalhou com licitações e Direito Penal, nada relacionado ao que faz hoje. Depois da graduação foi assessora no MPPR até que foi convidada para trabalhar no escritório do Professor João Bosco Lee. “Foi onde tive o primeiro contato profissional com arbitragem e uma ótima oportunidade”, diz. Mais tarde, trabalhou em um escritório grande em Curitiba.

Na Alemanha, fez estágio em um escritório boutique em Berlin e hoje trabalha com arbitragem em um escritório internacional em Frankfurt.